13 de novembro

GDF - Administrações Regionais
4/11/19 às 15h45 - Atualizado em 4/11/19 às 15h47

Após determinação judicial, imóveis fechados podem ser vistoriados por agentes da saúde em busca de focos do mosquito Aedes aegypti.

Vigilância Ambiental tem reforçado os cuidados preventivos desde o início do ano

AGÊNCIA BRASÍLIA *
Os agentes inspecionam todos os locais onde pode haver condições favoráveis à proliferação do mosquito | Fotos: Mariana Raphael / SES

Com a chegada do período chuvoso, a população precisa redobrar os cuidados de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O trabalho preventivo da Secretaria de Saúde (SES) continuou durante a seca e está se intensificando ainda mais agora, quando as chuvas começaram a cair sobre o Distrito Federal.

De janeiro a setembro deste ano, 834.449 imóveis foram inspecionados em todas as regiões administrativas, segundo dados da Diretoria de Vigilância Ambiental (Divam). Nesse período, foram coletadas 25.210 amostras – um aumento de 247% se comparado ao ano passado, quando foram recolhidas 7.266 amostras.

Outro número de destaque é o de aplicação de Ultrabaixo Volume (UBV), conhecido popularmente como fumacê. Em nove meses, 989.526 imóveis foram impactados com a utilização desse recurso, que também ajuda a combater o mosquito. Além disso, 39.528 locais receberam a ação com o UBV costal.

“As ações da Vigilância não param”, explica o diretor da Divam, Edgar Rodrigues.  “As visitas domiciliares são rotineiras e acontecem em todo o Distrito Federal. Antes das chuvas, foram realizados manejos preventivos, com a busca e retirada dos focos da dengue. Agora estamos investindo no tratamento de todos os depósitos estratégicos, onde houve maior incidência do vetor.”

Trabalho intenso

O período da seca é desfavorável à proliferação dos focos da dengue, mas, mesmo durante a estiagem, os agentes da Vigilância Ambiental mantiveram o ritmo intenso de trabalho. Muitas ações foram até intensificadas com o objetivo de preparar a população para o período das chuvas.

Apesar do esforço da pasta e da conscientização feita pelos agentes, é necessário o engajamento de toda a população na luta contra o Aedes. Ainda de acordo com os dados da SES, 142.651 imóveis estavam fechados para as inspeções, de janeiro a setembro deste ano. Isso representa 11,2 mil residências a mais do que no mesmo período de 2018, quando 131.368 imóveis não tiveram a visita de agentes da Vigilância Ambiental por estarem fechados ou pelo fato de os donos não permitirem o acesso.

Justamente por causa da impossibilidade de fazer a vistoria, a SES foi autorizada pela Justiça, no último mês, a entrar em ambientes fechados e abandonados. A medida também vale para locais onde houver negativa de acesso aos servidores.

Conforme a sentença, proferida pela 3ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, os agentes podem entrar nesses locais apenas no estrito cumprimento de atividades de combate ao mosquito, devidamente identificados, por meio de crachá e roupas adequadas.

O mosquito

Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto dos seres humanos. A reprodução acontece em água parada, limpa ou suja. Por isso, os cuidados não podem parar.

“É preciso que os moradores sempre façam varreduras em casa, eliminando a água parada em recipientes, calhas, ralos, entulhos e algumas plantas, como é o caso das bromélias”, orienta a chefe do Núcleo Ambiental Sul da Divam, Aline Ruben Cardoso.

Medidas simples podem ajudam a prevenir e manter a população segura. É importante tampar os tonéis e caixas d’água, manter calhas sempre limpas, deixar garrafas viradas com a boca para baixo, as lixeiras bem tampadas, ralos limpos e com aplicação de tela, limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia e retirar água acumulada na área de serviço.

Ao apresentar sintomas típicos da dengue, como febre, dores de cabeça, dor atrás dos olhos e nas juntas, deve-se procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.

 

Com informações da Secretaria de Saúde (SES)

 
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